segunda-feira, 27 de abril de 2009

Senado aprova fim de taxa de inscrição para vestibular das federais

Senado aprova fim de taxa de inscrição para vestibular das federais

Seg, 27/04/09 11h49
Projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (23) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado afirma que alunos que tiverem cursado o ensino médio em escola pública não precisarão mais pagar taxa de inscrição para o vestibular de universidades federais.
Estudantes com renda familiar de até dois salários mínimos também seriam beneficiados. O texto não especifica, porém, como esse rendimento seria comprovado. A proposta, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), tem caráter terminativo, ou seja, segue para a Câmara sem ter que passar pelo plenário do Senado.

Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo dos deputados, precisa ser sancionada pelo presidente Lula. A cobrança de taxas de vestibular varia de acordo com cada universidade, mas a maioria delas já oferece algum tipo de isenção segundo critérios socioeconômicos.
Na Unifesp, foram cobrados R$ 100 no ano passado. Na UFABC, R$ 90 para os que optaram pela prova tradicional e o exame foi gratuito aos que se inscreveram somente com a nota do Enem. Ambas as universidades, como outras, têm critérios de isenção.
Para Frei David, representante da Educafro (Educação e Cidadania de Afro descendentes e Carentes), "essa é mais uma batalha vencida, motivo para comemoração solene junto ao presidente Lula", o Frei ainda relembra os mais de 300 mandados de segurança realizados pela Educafro contra universidades do Rio de Janeiro que impossibilitavam a participação de vestibulandos em processos seletivos pelo não pagamento da taxa, um dos principais motivos de exclusão a alunos carentes.
Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "esse projeto de lei se junta a unificação dos vestibulares para dar mais um passo na democratização do acesso, bandeira defendida a muito pela entidade. Essas medidas somam-se para reforçar o plano nacional de assistência estudantil que tende a possibilitar melhores condições de acesso a educação para alunos de baixa renda".
Fonte: www.une.org.br

domingo, 26 de abril de 2009

video

Lisboa, 25 de abril de 1974

Video que vale muito a pena assistir, pois são imagens que representam a libertação de um povo de uma ditadura perversa que permaneceu por mais de 40 anos, esse regime era inspirado no regime fascista italiano e foi implementado por Antônio de Oliveira Salazar que foi substituido em 1968 do poder por devido a um derrame, seu substituto foi seu ex ministro Marcelo Caetano, que seguiu sua linha opressora, com a decadência ecônomica e desgastes da guerra colonial provocam a sublevação popular e das forças armadas, e através deste movimento popular os dias da ditadura salazarista estavam contados, e no dia 25 de abril de 1974 acontece a revolução, a população saiu as ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos aos soldados rebeldes em forma de agradecimento, o video retrata muito bem essas imagens.

Indicação de livros que retrama esse periodo:

25 de Abril de 1974: a Revolução dos Cravos - LINCOLN SECCO

Portugal: que Revolução? - MÁRIO SOARES

Prét-à-Porter!Via Blique, o blog do Ique.

“O Agronegócio na Escola”



Vejam vcs até onde vão os interesses do capital agro business, a educação é um campo estratégico de luta política, e a direita como sabe disso melhor do que ninguém não fica para trás, maior prova disso é o novo projeto de nossa magnífica marqueteira de plantão e prefeita de Ribeirão Preto com a ABAG, que insere nas escolas uma ação visando despertar o interesse dos alunos no agronegócio, eu me pergunto, porque não explicar para os alunos sobre a importância da reforma agrária? Os problemas sociais causados pelo agronegócio como a monocultura e o desemprego no campo? Será que nessas aulas isso será abordado? Caso fosse me colocaria a disposição para também ajudar como professor. Mas como conheço a prefeita e a ABAG prefiro não me iludir.

Círculo Gramsciano

Convite para o ciclo de depoimentos sobre a história da organização dos trabalhadores na região de Ribeirão Preto

Patrocínio Henrique dos Santos, ex-diretor da UGT—União Geral dos Trabalhadores de Ribeirão Preto (década de 1960), militante das causas populares (O Petróleo É Nosso, conflito Posseiros X Grileiros em Goías — anos 1950), membro ativo do PCB, é o nosso convidado da próxima terça-feira

Dia: terça-feira, 28.4.2009, às 19h30

Local: MCO-UGT, rua José Bonifácio, 59, centro, Ribeirão Preto

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas

Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas.
E eu não protestei, porque não era comunista.
Depois, eles vieram pelos socialistas
e eu não disse nada, porque não era socialista.
Mais tarde, eles vieram atrás dos líderes sindicais.
E eu calei, porque não era líder sindical.
Então, foi a vez dos judeus.
E eu permaneci em silêncio porque não era judeu.
Finalmente, vieram me buscar.
E já não havia ninguém para protestar.

Martin Niemoller, pastor protestante alemão, sobre os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Publico abaixo texto da revista carta maior, onde podemos verificar as manchetes dos principais jornais do País sobre o golpe de 64, é interessante a perspectiva e avaliação que esses órgãos de imprensa tinham sobre esse período que foi a ditadura, não sei se é imaturidade ou total conveniência mesmo com os militares, pois soa até irônico o teor de algumas matérias que tratam o período que estava por vir como democrático, fazendo uma reflexão com o período que estamos, podemos constatar que alguns veículos ainda são convenientes com certos grupos conservadores, boa leitura.

Como a grande mídia festejou o golpe de 1964

Emir Sader sugeriu em seu blog, na Carta Maior: “que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964?”.
Aqui está uma seleção do que foi destaque nos principais jornais do Brasil a partir do 1º de abril de 1964.
Se algum desavisado recebesse em mãos qualquer destes periódicos, imaginaria a ditadura com carnaval nas ruas e militares ovacionados pelo povo. A pesquisa abaixo foi publicada no blog da BrHistória, da jornalista Cristiane Costa.

Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)
Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigosEste não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)
A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)
Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)
A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de abril de 1964)
Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de abril de 1964)
Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de abril de 1964)
Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento
(A Razão - Santa Maria [RS] - 17 de abril de 1964)
Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de março de 1973)
Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.
(Jornal do Brasil, edição de 1 de abril de 1964.)
Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.
(Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal O Globo, edição de 7 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").
Mais algumas manchetes:
31/03/64 – Correio da Manhã (do editorial “Basta!”): O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!
1°/04/64 – Correio da Manhã (do editorial, “Fora!”): Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!
1º/04/64 – O Estado de S.Paulo (do editorial São Paulo repete 32): Minas desta vez está conosco... dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.
02/04/64 – O Globo: Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada... atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
02/04/64 – Correio da Manhã: Lacerda anuncia volta do país à democracia.
05/04/64 – O Globo: A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista.
05/04/64 – O Estado de Minas: Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos. Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.
06/04/64 – Jornal do Brasil: Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!
09/04/64 – Jornal do Brasil: Congresso concorda em aprovar Ato Institucional.
Agência Carta Maior