segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

No ritmo...

Olha que interessante este talentosos jogadores de futebol americano mostrando que tem muita "ginga" ...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manifesto Cultural

Está sendo construido um movimento de apoio e permanência do gestor e servidor público Célio Turino junto a Secretaria de Cidadania Cultural (gestora do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura), principalmente pela excelência dos programas implantados em várias cidades brasileiras com os pontos, que propiciaram e propiciam acesso a cultura popular a vários segmentos populacionais que secularmente se encontravam excluidos de qualquer politica pública mais abrangente de acesso a cultura.
 Célio a frente da Secretaria fez uma gestão de sucesso e profissionalismo, só em nosa cidade Ribeirão Preto foram implantados mais de 10 pontos e um pontão que levam o que a de melhor em arte, teatro, música, formação e principalmente acesso a população, e tudo isso devido a esforço deste servidor e de sua equipe a frente da secretaria, creio que em Ribeirão o movimento cultural também não se calará diante do que considero uma imprudência deixar de fora da Secretaria um quadro como Célio Turino que tanto serviu a população com seu conhecimento e engajamento por um outro mundo possivel.


ÀS PESSOAS DO MOVIMENTO CULTURAL


LIGADAS AOS PONTOS DE CULTURA


Há uma questão que não é partidária (mas é muito política), e é técnica: Funcionalidade da SCC - Secretaria de Cidadania Cultural (gestora do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura) na próxima gestão do Ministério da Cultura da ministra Ana de Hollanda, e a sobrevivência deste Programa que tanto transformou o Brasil e “desescondeu” as nossas culturas.

O momento atual no Programa e na Secretaria é grave. Diversos atrasos nos repasses de verbas em editais públicos e prêmios, e algo também muito agravante neste recente processo: o distanciamento nas relações do Governo Federal para com a Sociedade Civil, havendo por tantas vezes uma ausência de comunicação que antes havia de modo mais transparente, e com ruídos, quando existente. Percebemos uma mudança, para pior, principalmente no período próximo às eleições (tanto antes quanto depois), e que em grande parte se prorroga até os dias de hoje.

Considero, e não somente eu, mas grande parte desta Rede que os Pontos de Cultura proporcionaram, que há a necessidade da volta do gestor e servidor público Célio Turino como secretário na Secretaria de Cidadania Cultural. Célio, que todos sabem, é o idealizador do Programa Cultura Viva e do conceito dos Pontos de Cultura. Se outra pessoa entrar sem conhecer com profundidade esta política pública de cultura, levará um bom tempo para que esta nossa roda volte a girar. E, como todos sabem, sua indicação na época da gestão Gilberto Gil não foi um acordo político-partidário, e sim um reconhecimento do seu profissionalismo, e de seu potencial, além da característica de inovação criativa enquanto alguém que serve ao público enquanto gestor de políticas.

O momento é de maturidade e mobilização por parte de nós que estamos tão próximos desta política cultural. Não basta fazermos listas de apoio online via internet não, já fizemos isso em outros momentos para outras intenções e por outros motivos. Nem precisamos escrever mais cartas para dizer da importância de Célio para os Pontos e para o Programa, afinal isso já está na história, em livros, entrevistas, vídeos, notícias – contudo nada impede que as mesmas sejam elaboradas. Porém, agora, o que é mais que necessário garantirmos são apoiadores desta idéia atuando presencialmente, de corpo físico. Temos que nos mobilizar o mais urgente possível, para que Ana de Hollanda nos receba e receba o Célio para propormos a sua urgente volta para a SCC. Célio já demonstrou interesse, e declarou: “... da minha parte estou disposto, mas é preciso que ela queira...". Temos que falar com parlamentares próximos de nós, falar com outros nomes já confirmados em demais cargos do Governo Federal que tenhamos proximidade e afinidade, e falar com os diversos ponteiros distribuídos pelo Brasil afora, frisando que não é uma questão partidária, é técnica e funcional.

Temos que buscar conseguirmos uma reunião, com Ana de Hollanda, em nome dos mandatos de Parlamentares que articulam nos Pontos de Cultura (juntamente com Ponteiros e Ponteiras). Acredito daí ser este o melhor instrumento para garantia de que tal indicação do nome tenha resultados positivos. Acaso não conseguindo uma reunião, então que se marquem várias, diversas, porém temos que conseguir que o nome ‘Célio Turino’ chegue com peso e força junto à nova Ministra, e aqueles que podem decidir, superando questões partidárias e sendo ainda mais políticas.

É necessário fazermos com que a Ana saiba a nossa posição, as nossas preocupações e tudo o que está acontecendo com o ‘Cultura Viva’. Portanto, fundamental que ela nos receba, e, então, pessoalmente e presencialmente aí sim poderemos lhe falar nossos motivos e intenções. É importantíssimo mobilizar todos os estados para isto ocorrer.

O assunto é grave e urgente. A SCC não pode virar uma moeda de troca na disputa partidária por poder. E o ‘Cultura Viva’ se continuar paralisado será a morte dele, não terá mais vida, será o seu fim.



BINHO PERINOTTO

(escrevi o texto com base na troca de e-mails da rede da

Comissão Paulista dos Pontos de Cultura,

principalmente pelas mensagens escritas por Damásio e Veridiana).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Oportunidades de Emprego

Vagas para contratação imediata: Ribeirão Preto.


· AUXILIAR DE ESTOQUE: Empresa no segmento de cosmético.

Salário 765,00 + VA 310,00 + VT.



· SUPERVISOR TÉCNICO: Empresa no segmento de armazenamento, envase e distribuição de gás.

Salário 3.586,28 + 30% periculosidade + C. Médico + CB 250,00 + Restaurante + SV.



· VENDEDOR DE AUTOMÓVEIS: Comércio de veículos.

Salário: Fixo + comissão.



· ANALISTA DE DOCUMENTAÇÃO: Comércio de veículos.

Salário: Fixo + comissão. Média de ganho 1.800,00.



· AUXILIAR DE ANALISTA DE DOCUMENTAÇÃO: Comércio de veículos.

Salário: 850,00 + VT + VA.



· ESTÁGIO ADMINISTRATIVO COMERCIAL: Empresa no segmento de corretagem, casa de Câmbio.

Salário: 600,00 + VA. 300,00 + VT + Convênio.



· ESTÁGIO ADMINISTRATIVO: Empresa no Segmento de projetos e atividades agrícolas.

Salário: 600,00 + VT.



· VENDEDOR EXTERNO: Empresa no segmento de Rastreamento de Veículos.

Salário: fixo + comissão + VR + Vale Combustível + Nextel + Ajuda de custo para manutenção do veículo.



· CARGA E DESCARGA: Indústria Química.

Salário 815,00 + 30% Periculosidade + AM + AO + PLR + VR + VT.



· VENDEDORA INTERNA: Galeria de Arte e Moldura.

Salário: fixo 1.000,00 + comissão + VT.


Caso tenha algum interessado, favor encaminhar currículo para:
anaelisa@parceriarhrp.com.br



















Passeio Socrático

Frei Beto

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelo produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã....'. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Mito Coreano

Achei muito interessante este artigo, que inclusive acho que deveria ser colocado em vários murais de faculdades e universidades privadas de nossa cidade para assim quem sabe teremos uma mudança de postura dos mesmos com relação ao o que é educação e sua real finalidade.

VLADIMIR SAFATLE

Virou lugar-comum usar a Coreia do Sul como modelo de desenvolvimento educacional. Quando o assunto é educação, sempre há alguém a louvar o pretenso sucesso das políticas coreanas e a se perguntar, indignado, por que o Brasil é incapaz de seguir os passos daquele país.

No fundo, a comparação serve para mostrar o que certos setores da sociedade civil entendem por "educação".

Longe de terem visão inovadora, como propagam, tais setores apenas buscam fornecer nova roupagem a velhos dogmas da educação nacional.

No começo da formação efetiva do Estado nacional brasileiro, nos anos 30, um dos eixos das discussões educacionais girava em torno da necessidade de políticas maciças de "formação para o trabalho".

Partia-se da ideia de que o país deveria ter uma grande base de formação técnica especializada para fornecer mão de obra qualificada e prometer sólida empregabilidade a classes desfavorecidas. Por outro lado, bolsões de formação "humanista" seriam criados para uma elite que teria como função a reprodução de si mesma. Este sistema de duas velocidades era abertamente defendido pela intelectualidade que ocupava a imprensa, como Monteiro Lobato e Anísio Teixeira, entre outros.

Mas tais bolsões acabaram por produzir o pensamento crítico que iria, em larga medida, desconstruir a visão que as elites tinham do país, assim como mostrar sua incapacidade de construir um projeto nacional inclusivo. Esta formação não servia para os propósitos iniciais. Melhor seria mandar os filhos abastados estudarem economia financeira no exterior.

Sobrou martelar a ideia de que o Brasil deve reconstruir seu modelo privilegiando a antiga "formação para o trabalho", proliferando escolas técnicas e reduzindo o espectro de suas pesquisas universitárias aos interesses imediatos dos grupos econômicos hegemônicos. Neste contexto, aparece o mito coreano como promessa redentora.

De fato, para alguns, seria ótimo imitar o modelo de um país que, no fundo, nem sequer conhece o que é pesquisa em ciências humanas e não tem sequer uma universidade como polo real de influência em várias áreas do saber. Pois tais pessoas não acreditam que "educação" seja o nome que damos para um processo de formação do pensamento crítico, de desenvolvimento da criatividade e da força de mudança, de consolidação da capacidade de se indignar moralmente, de refletir sobre a vida social e de compreender reflexivamente as múltiplas tradições que nos geraram.

Para elas, "educação" é só o nome que damos ao processo de formação de mão de obra para empregos precários e mal pagos. Mesmo do ponto de vista do desenvolvimento social, tal escolha é catastrófica.


VLADIMIR SAFATLE

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Educação Investimentos 2011

Posto abaixo como vai ficar a partilha dos investimentos federais na educação em 2011, tivemos alguns recuos no ensino básico e fundamental, ainda estamos distantes dos 10% do PIB necessários para melhorias de envergadura em nosso País.