sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Ontem não resisti e tive que fazer uma visita ao nobre príncipe da TTP e do agronegócio.. E levei um presentinho mas ele se recusou em aceitar o livro sobre socialismo científico e ainda não quis tirar uma foto comigo com a bandeira da UJS...mas que falta de bons modos viu...essa realeza não é mais a mesma..
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Déspota Esclarecido
Se
alguém me contasse eu não acreditaria, hoje a Paraler Megastore recebe a nobre
presença de Dom Bertran de Orleans e Bragança, príncipe Imperial do Brasil, que
vai lançar a partir das 19h a sua magnífica obra Psicose Ambientalista.
E
olha só uma das pérolas que o nobre de sangue azul destila na sinopse do livro:
“Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião"
Ecológica, Igualitária e Anticristã. Este Livro mostra que toda a discussão
sobre ambientalismo, aparentemente de ordem apenas técnica e com vistas a
alcançar metas econômicas, sociais e ambientais, alegadamente benéficas, tem na
verdade um viés ideológico profundo. Constitui nada menos que uma
reapresentação da velha e fracassada doutrina comunista, hostil à propriedade
privada, em que o vermelho do comunismo foi substituído pelo verde
ambientalismo”.
Olha
só que ser iluminado, um verdadeiro déspota esclarecido, talvez se vivêssemos
na monarquia sobre o seu nobre reinado ai sim teríamos liberdade religiosa, ou
será nos tempos do Império que igreja e estado viviam em plena simbiose e quem
ousasse professar outra fé a não ser a dita oficial queimava nas labaredas da
inquisição, acredito que o nobre deve desconhecer a lei da Liberdade Religiosa
e de Culto - em vigor até hoje e que assegura o direito de exercer rituais de
fé foi feita quando Jorge Amado foi deputado federal pelo Partido Comunista,
mais fique tranqüilo seu príncipe, enquanto ainda nós comunistas existirmos você
pode ficar tranqüilo em emitir suas opiniões, mesmo que seja de um modelo de
poder empoeirado e decrépito Monárquico que atualmente não têm mais espaço em
nossa recente democracia.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
VAGAS EMPREGO FNAC
São vagas a principio temporárias para trabalhar na FNAC (Multinacional Francesa com foco em tecnologia e cultura).
Operador(a) de Caixa para atuar na FNAC – Ter experiência na função. Ensino médio completo. Jornada de trabalho de 06 horas/dia. Salário: 747,00 + VR: 12,00/dia + VT
Atendimento ao Cliente para atuar na FNAC – Ter experiência em atendimento ao cliente. Ensino médio completo. Jornada de trabalho de 06 horas/dia. Salário: 693,00 + VR: 12,00/dia + VT.
SAC - para atuar na FNAC – Ter experiência em atendimento a clientes no pós venda. Ensino médio completo. Jornada de trabalho de 06 horas/dia. Salário: 693,00 + VR: 12,00/dia + VT.
Os interessados poderão comparecer com currículo em um dos horários abaixo mencionados. Lembrando que é imprescindível o Ensino Médio Completo.
Datas e horários das entrevistas:
13/11 as 09 horas
13/11 as 13:30 horas
14/11 as 09 horas
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Juventudes pelo Brasil: fórum juvenil promete um 2013 de lutas e vitórias!
O encontro chamou atenção pela representatividade e os propósitos ousados que o motivaram. Se a Coordenação dos Movimentos Sociais sempre se viu limitada ao aspecto gremial, pelas organizações que a congregam, o fórum juvenil se fortaleceu por ser fruto de uma mobilização que, liderada pelas entidades estudantis e o MST, tem a presença de juventudes como a União da Juventude Socialista, a Juventude do PT e a Juventude Pátria Livre. Mas não apenas: Consulta Popular, Juventude da CUT, ANPG, Levante da Juventude, UBM e MMM, o Barão de Itararé, a Nação Hip Hop Brasil, jovens ecumênicos, um amplo espectro de organizações que lembra o exitoso Fórum Nacional de Lutas que existiu até começo dos anos 2000 e que tanto contribuiu para a presente situação de avanços sociais e políticos no Brasil.
O que querem as juventudes? Muita coisa, é óbvio! Veja-se a identidade que marcou o encontro quando foi tomando nome o horizonte de mudanças que aspiram. Naturalmente, mesmo sem definição prévia, logo, logo, surgiu na boca dos representantes a palavra secular que ainda fala ao coração: socialismo. É certo que um socialismo com as esperanças e a face da juventude de hoje. Não um socialismo de cátedra, não um socialismo de passado, mas um socialismo feito das bandeiras do passado e do presente, compreendido na luta para avançar os processos de mudança no Brasil e na América Latina, reconhecendo os limites atuais e propondo que, a partir da luta do povo se avancem para as conquistas que governos não podem dar, mas que a mobilização unitária pode atingir.
Deter-se-ão os e as jovens aonde param os governos? Poderão imprimir uma salutar e rebelde pressão para acelerar as mudanças em curso ou serão apenas mais do mesmo? Exercerão seu viés crítico e próprio, ou se manterão nos marcos existentes da mudança que, de tão negociada, é marcada por inaceitáveis continuidades? Não está definido, e a presença de organizações políticas é decisiva para esse tipo de reflexão e para a abrangência final que terá o espaço. Não há dúvidas que foi convocado sob o signo da luta. A juventude tem pressa.
Concretamente, é a defesa da juventude abandonada, sobretudo, o que caracteriza essa união. Uma grande preocupação com a situação da juventude oprimida pela miséria, pelo racismo, pela homofobia, pela super exploração no trabalho, pelo acesso desigual e elitista à educação, pelo machismo e a violência sexista contra as mulheres, pela propagação da intolerância, inclusive religiosa e as ameaças ao Estado laico, pela manipulação das grandes empresas de mídia, pela poluição nas cidades e o abandono das populações do campo que se soma à ausência de uma reforma agrária e a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e garanta nossa soberania. Como reflexão dos trabalhadores e trabalhadoras, a Juventude da CTB propôs que as organizações ali reunidas incorporassem à sua reflexão a Agenda Nacional da Classe Trabalhadora aprovada por milhares de trabalhadores e trabalhadoras em São Paulo no ano de 2010.
As juventudes reunidas passaram a limpo em poucas horas os principais problemas do desenvolvimento no Brasil e problematizaram como atuar num sentido unitário, como aprender juntas, como ampliar a sua capacidade de intervir na realidade atual. Indignante e ilustrativa da necessidade de uma Reforma Política é o descaso com a a situação da juventude expresso na decisão da Câmara que na noite anterior rejeitara a aplicação de 100% dos royalties do Pré-Sal na Educação. E entre todas as organizações ali presentes não havia qualquer dúvida que a educação é uma bandeira de todos, pilar importantíssimo da emancipação e do resgate da juventude brasileira. Também o encontro foi marcado pela indignação ante os preocupantes dados de assassinatos de jovens negros e da periferia, em especial em São Paulo.
O cenário político é marcado também pela tentativa da direita, desesperada com seu declínio eleitoral, de judicializar a cena política e de criar condições para intervir na cena política sem o mandato das urnas, situação perigosa, como demonstraram acontecimentos semelhantes recentes em Honduras e no Paraguai. Chama atenção sobretudo pela virulência, expressa no intento de atingir o Ex-Presidente Lula, como observou André Tokarski, pela UJS. Assim, a união do povo e da juventude para ocupar as ruas pode assumir aspecto decisivo num futuro próximo, na defesa da democracia e dos avanços conquistados.
Foi ainda um primeiro encontro. E, que decidiram os jovens ali reunidos? Primeiro, seguir juntos. Um calendário próprio permitirá ampliar a integração das agendas e das ideias dessa juventude que buscará superar as especificidades nas pautas em busca de um sentido geral emancipador para sua luta na sociedade brasileira. Nesse sentido, orientou-se que os Estados reproduzissem durante novembro e dezembro essa reunião. A 19 de dezembro está previsto um outro encontro nacional em São Paulo. No dia 20 de fevereiro a esperança é uma Plenária Nacional. E o objetivo inicial é a unificação de grande e variada uma jornada de lutas da juventude brasileira para o mês de março de 2013 com atos de rua e conscientização para sacudir o país.
Confira a declaração do presidente da UJS, André Tokarski noFórum.
Por: Paulo Vinícius Silva, em coletivizando.blogspot.com.br
Frei Betto: Brasil, país dos contrastes
Stefan Zweig intitulou Brasil, país do futuro seu livro de ensaios lançado em 1941, quando veio conhecer o país que o acolheria e no qual morreria no ano seguinte. Ora, pode ser aplicado ao futuro o que diz Eduardo Galeano a respeito da utopia: como o horizonte, está sempre ali na frente, mas não se pode alcançá-la, por mais que se caminhe em sua direção.
Por Frei Betto*, na Adital
Prefiro afirmar que o Brasil é um país de contrastes. Com população de 192 milhões de habitantes (dos quais 30 milhões na zona rural, onde predomina o latifúndio com grandes extensões de terras improdutivas), apenas 6,6 milhões de brasileiros se encontram na universidade. E dos 92 milhões de trabalhadores, quase a metade não tem carteira assinada.
Temos a maior área fundiária da América Latina e nunca se fez aqui uma reforma agrária. Somos o principal exportador de carne e temos a segunda maior frota de helicópteros das Américas, e convivemos com a miséria de 16 milhões de habitantes (dos quais 40% têm até 14 anos de idade e 71% são negros e pardos).
As marcas de 350 anos de escravidão no Brasil ainda são visíveis no fato de a maioria da população negra ser pobre e, com frequência, discriminada. O Brasil, considerado hoje a 6ª economia do mundo, ocupa a vergonhosa posição de 84º lugar no IDH da ONU (2012).
Embora 65% da renda nacional se concentrem em mãos de apenas 10% da população, o país experimenta sensíveis melhoras nesses primeiros anos do século 21. Graças aos programas sociais dos governos Lula e Dilma, 30 milhões de pessoas deixaram a miséria. O controle da inflação, o crédito facilitado e a redução dos juros ampliam o segmento da classe média. A desoneração da indústria automobilística e dos produtos de linha branca (geladeiras, máquinas de lavar etc.) dão acesso a bens de consumo.
No entanto, 4 milhões de menores de 14 anos de idade ainda se encontram fora da escola e submetidos a trabalhos indignos. Cinco milhões de agricultores sem-terra se abrigam em precários acampamentos à beira de estradas ou habitam assentamentos com baixo índice de produtividade. Dos domicílios, 47,5% carecem de saneamento básico. Isso abrange um universo de 27 milhões de moradias nas quais vivem 105 milhões de pessoas.
Há cerca de 25 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo, sobretudo nos Estados da Amazônia, cujo desmatamento, provocado pelo agronegócio e a exploração predatória feita por empresas mineradoras, não cessa de despir a floresta de sua exuberância natural.
Na ponta mais estreita da pirâmide social, os brasileiros gastam, em viagens no exterior, US$ 1,8 bilhão por mês! O rombo nas contas externas atingirá, este ano, a cifra recorde de US$ 53 bilhões. Nos últimos anos, a baixa cotação do dólar em relação ao real afetou a indústria nacional e favoreceu a entrada de produtos estrangeiros.
Como a economia brasileira está ancorada principalmente na exportação de commodities, a crise financeira mundial reduz progressivamente as encomendas, tornando pífio o crescimento do PIB, previsto este ano para 1,2%.
Considerado o segundo maior consumidor de drogas no mundo (atrás apenas dos EUA), o Brasil convive com expressiva violência urbana. Os homicídios são a principal causa de mortes de jovens entre 12 e 25 anos.
Embora a situação social do Brasil tenha melhorado substancialmente na última década (a ponto de europeus afetados pela crise financeira migrarem para o nosso país em busca de emprego), falta ao governo implementar reformas estruturais, como a agrária, a tributária e a política.
O sistema de saúde pública é precário e somente neste ano os deputados federais propuseram dobrar para 10% do PIB o investimento federal em educação. Convivemos com 13,6% de adultos analfabetos literais e 29% de adultos analfabetos funcionais (sabem ler e assinar o nome, mas são incapazes de escrever uma carta sem erros ou interpretar um texto).
Segundo o Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê apenas 4 livros por ano. E apenas 5% da população é capaz de se expressar em inglês, dos quais a maioria sem domínio do idioma.
O poder público brasileiro, com raras exceções, é avesso à cultura. O orçamento 2012 do Ministério da Cultura é de apenas R$ 5 bilhões (o PIB atual do Brasil é de R$ 4,7 trilhões). O que explica o país dispor de apenas 3 mil livrarias, a maioria concentrada nas grandes cidades do Sul e do Sudeste do país.
Apesar das dificuldades que o Brasil atravessa, somos um povo viciado em otimismo. Temos, por hábito, guardar o pessimismo para dias melhores...
Agora o nosso horizonte de felicidade se coloca na Copa das Confederações em 2013; na Copa do Mundo em 2014; e nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Como o nosso país estará no centro das atenções mundiais, o governo apressa obras, reforma estádios, aprimora a infraestrutura e promete festas que nos farão esquecer que ainda somos, socialmente, uma das nações mais desiguais do mundo.
* Frei Betto é escritor, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros
sábado, 10 de novembro de 2012
Entrevista com Daniel Iliescu Presidente UNE e Fábio Sardinha Vice Regional UEE
Em meados de Abril de 2009 eu e Daniel Iliescu atual Presidente da UNE, estivemos mobilizando os estudantes de Ribeirão Preto para o CONEG, e nesta mobilização tivemos a oportunidade de participar de um programa local de TV para debater sobre a campanha para o CONEG dentre outras pautas do movimento Estudantil Universitário.
Filme comemora 100 anos de João Amazonas e Maurício Grabois
Belíssimo filme que narra a história dos históricos e combativos companheiros joão Amazonas e Maurício Grabois, que completariam 100 anos de vida em 2012.
Suas histórias se fundem com a nossa história politica de lutas e vitórias por um País justo, democrático e socialista.
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