quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ao Partido Comunista do Brasil - SP

A Luta continua...
Venho por meio desta dialogar com amigos, militantes e todos e todas que acompanham nossa trajetória de luta desde o movimento estudantil, onde desde cedo colaboramos na construção de uma sociedade justa, fraterna, democrática através do grêmio estudantil Olavo Bilac onde fui presidente na escola estadual Otoniel Mota, já naquela época realizando grandes manifestações pelo passe livre estudantil que hoje é uma realidade em nossa cidade.
Nesse período fui eleito presidente do Conselho Municipal de juventude de Ribeirão Preto onde tive a oportunide de ser delegado a conferência nacional do Plano Nacional da Juventude e mais tarde nas Conferencias Municipal, Estadual e Nacional da juventude.
Depois ingressante na faculdade de História tive a honra de presidir o Diretório Acadêmico e nessa época ingressei nas fileiras da União da Juventude Socialista e depois no Partido Comunista do Brasil, no movimento estudantil universitário fizemos grande lutas pela reforma universitária, pelo Prouni, pela políticas de cotas, contra os tubarões do ensino, pelo Plano Nacional de Educação organizando diretórios acadêmicos já fazendo parte como dirigente regional da União estadual dos Estudantes – UEE e UNE, fui candidato a vereador pelo PCdoB em duas oportunidades e uma a Deputado estadual sempre aumentando nossa atuação, sendo o segundo mais votado na última eleição pelo partido a vereador e tendo mais de 1.800 votos para Deputado Estadual ajudando a eleger para Deputado Federal Orlando Silva que apoiamos.
Numa ordem cronológica fui Presidente do Grêmio Estudantil Olavo Bilc no Otoniel Mota, Presidente do conselho Municipal de Juventude, Presidente diretório acadeêmico História e depois Jornalismo, membro da Executiva Municipal do PCdoB, membro da Direção Estadual da União da Juventude Socialista (UJS),Vice Regional UEE e por fim depois de formado e atuando como professor na rede pública do estado de São Paulo eleito Conselheiro Estadual da Apeoesp onde hoje atuo em defesa da escola pública, democrática e de qualidade onde acabamos de sair da maior greve da história do Estado de São Paulo de 92 dias .
Certamente toda essa história que se confunde com minha trajetória no PCdoB é impossível reproduzir em poucas linhas, mais hoje percebo que cumpri um ciclo nessa história que não se encerra com minha desfiliação do PCdoB que ocorre essa semana, mas continua dentro do mesmo projeto pela transformação do Brasil dentro dessa dinâmica de luta política por esse projeto iniciado em 2002 com eleição de Lula que não se encerrou.
Foram mais de 10 anos de militância ininterrupta onde cumpri diversas tarefas fundamentais em uma relação muito fraterna de doação, sacrifícios e satisfação de colaborar nesse projeto por outra sociedade, por isso sou imensamente grato e o que levo além da história são muitos laços de amizades sinceras e camaradagem que forjaram nossa convicções na luta política organizada, fraterna e sempre coletiva.
Divergências tive sim, principalmente em minha cidade, mas não deixam de fazer parte da organização partidária onde de forma democrática podemos debater e até divergir, mas na unidade de ação prosseguir, e em nome dessa unidade hoje e sempre continuo nessa luta ao lado dos bravos camaradas, mas cumprindo outro papel, não menos ou mais importante, mais um desafio que me coloco a disposição em um ciclo que se encerra e outro que renasce.
Por fim, um agradecimento especial à União da Juventude Socialista, um grande escola de militantes da juventude deste país e ao glorioso Partido Comunista do Brasil por fazer da luta política uma ferramenta para mudar a vida do povo brasileiro. O caminho continua, mesmo que não estejamos na mesma estrada, mas o rumo para construção de outra sociedade é o que nos une hoje e sempre.


Demagogia x Coerência


 Toda manifestação acho válida em um ambiente democrático, mas antes de se organizar e fazer a luta é de suma importância a informação para não ser massa de manobra para outros interesses de pessoas ou grupos que de forma demagógica desinformam para fazer valer seus interesses muitas vezes eleitoral imediato.

Diante disso gostaria de postar como funciona na forma da lei o subsídio dos vereadores que foi votado na sessão de ontem para valer na próxima legislatura que vai de 2017 a 2020 e não nessa, por que?

 Porque na legislação vigente a fixação dos subsídios dos vereadores de uma legislatura é feita pela legislatura anterior, sendo assim os subsídios recebidos pelos atuais vereadores (R$ 10.953,07) permanecem até 31/12/2016.

E o que mais diz a lei:

Art. 2º O art. 29-A da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes;

O reajuste aprovado ontem foi de 26,63% e foi utilizado como critério o porcentual de reajuste dos servidores municipais nos últimos 3 anos mais inflação do período, sendo que a lei possibilita o reajuste na ordem de até 75% do que ganha um Deputado Estadual, o reajuste foi para
R$ 13.809,95 – 26,07% de reajuste.

A votação ficou da seguinte forma:

Votaram a favor:

Genivaldo Gomes (PSD),
Corauci Neto (PSD),
Maurílio Romano (PP),
 Giló (PR),
Walter Gomes (PR),
Bebé (PSD),
Cícero Gomes (PMDB),
Capela Novas (PPS),
Waldyr Villela (PSD),
Pastor Saulo Rodrigues (PRB),
 Samuel Zanferdini (PMDB),
 Jorge Parada (PT)
Beto Cangussu (PT).

Contra
 Marcos Papa (sem partido),
Ricardo Silva (PDT),
 Paulo Modas (PR),
Rodrigo Simões (PP),
Gláucia Berenice (PSDB),
Bertinho Scandiuzzi (PSDB),
Viviane Alexandre (PPS)
 André Luiz da Silva (PC do B)

Apenas Mauricio Gasparini (PSDB) não esteve presente na sessão.

Diante das informações acima creio que para ser coerente os vereadores que votaram contra devem como todos são candidatos a reeleição protocolar documento em cartório se comprometendo a devolver o valor a mais sendo que publicamente são contrários ao aumento, esse valor poderia ser destinado ao fundo de solidariedade do município para depois ser distribuído a entidades, caso contrário fica evidente a demagogia em favor da causa própria, ou seja meramente eleitoral.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje considerado o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data importante no calendário mundial, mais importante do que plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas através do poder publico de forma sistemática que de fato mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.

 Assim sendo com cada um consciente da sua parte teremos mais força para reivindicar não só o cumprimento das leis ambientais, mas quem sabe uma mudança nas condições de se organizar economicamente nesse mundo, onde se possa viver de forma harmônica e saudável com todos os seres que aqui vivem conosco.

“A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”

(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano - 1972)



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Marcha Fúnebre


Ontem nossa greve atingiu o índice histórico de 83 dias, já é a maior da história do magistério paulista, mas mesmo diante de todas as mazelas o governo não apresenta nenhum índice de reposição salarial, insiste no 0% e na falta de diálogo, com esse comportamento tipico de avestruz que enterra sua cabeça na terra como se não tivesse nada com isso nosso Estado já é o campeão de dengue, falta de água, violência e a educação que marcha em passos fúnebres, como registrei ontem em nossa marcha pela paulista.

domingo, 22 de março de 2015

Longa Novela




No último dia 20/03/2015 o Jornal a Cidade publicou um comentário que fiz sobre a fala do Governador de chamar nossa greve de novela, e no dia 21/03/2015 a sua assessoria de imprensa respondeu meu comentário onde afirma que reconhece a legitimidade de nossa greve.
Mas se esquece de dizer que até o momento o Sr. Governador não sentou com o sindicato para negociar nossas demandas como pagamento da lei do piso, equiparação salarial, problemas das salas lotadas, corte de verbas e muito mais, quando o mesmo se nega a conversar com o sindicato é o mesmo que se omitir diante das mazelas que afetam nossa educação e não garante que os alunos tenham aulas com qualidade, pois já são 137.000 professores paralisados diante de tal omissão.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Cambalacho da Educação Paulista

No Brasil, o direito de greve é assegurado pela Constituição Federal em seu artigo 9º, e regulado pela Lei n° 7783/89, que garante, entre outras coisas, que os trabalhadores continuem recebendo seus salários e não tenham seus contratos de trabalho rompidos durante o período de paralisação.
As primeiras greves no Brasil datam do final do século 19, e não podemos deixar de registrar que todas as principais conquistas da classe trabalhadora, como o descanso semanal remunerado, a jornada de trabalho limitada de oito horas e o impedimento do trabalho do menor foram obtidas por meio de greves.
E com muita organização e pela falta de diálogo com o Governador Geraldo Alkmin – PSDB que os professores do Estado de São Paulo deflagraram greve nesse último dia 13 de Março em Assembleia, e vale ressaltar aqui que nossa luta não é apenas por salário, mas principalmente por condições de trabalho e emprego
Neste ano, tivemos fechadas mais de 3.390 classes (levantamento parcial em 73 regiões) e superlotou salas de aula com até 60 alunos (ensino regular) e até 91 alunos (Educação de Jovens e Adultos). Tivemos corte de verbas das escolas, ocasionando falta de produtos básicos como papel higiênico.
Reduziu o número de coordenadores pedagógicos, tivemos a demissão de milhares de professores categoria O, além de escolas onde os banheiros não podem ser usados por falta d´água. Nosso salário é o mais baixo com formação de nível superior de quem trabalha no Estado, nossos salário está 75,33%, defasado com relação à média do Estado para quem tem curso superior.
E ai invés de reconhecer essa situação, o Governador Geraldo Alckmin, do PSDB, mostra novamente sua face autoritária e tresloucada de governar dizendo que a decisão dos professores deflagrando greve não passa de uma “novela que acontece todos os anos”.
Gostaria de me ater a essa fala que me fez lembrar de uma novela que passou nos idos de 1986 chamada Cambalacho,  novela essa que faz uma crítica sobre ao comportamento condescendente frente a falcatruas e à corrupção, pois se nossa greve é uma novela ele mesmo é o principal autor e seu partido, que está no poder a pelo menos 20 anos no Estado, Estado esse que serviria perfeitamente para o enredo de Cambalacho, por uma gestão marcada por omissão, falta de compromisso com políticas públicas e CPI’s enterradas pela sua base de apoio na Assembleia.
Só que diferente da novela, nós professores(as), pais, alunos e sociedade paulista vamos dar um desfecho no que consideremos o capítulo final desse Governo que perde a cada dia credibilidade .

 Fabio Sardinha​
Conselheiro Estadual Apeoesp
Comunicador e Estudante de Pedagogia

quinta-feira, 5 de março de 2015

Atraso de entrega de Kit Escolar

Segue reportagem da Folha sobre problemas com entrega de material depois de um mês de inicio de aulas, Apeoesp presente na luta pela qualidade de nosso ensino paulista.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ribeirao/210520-alunos-nao-recebem-kits-de-material-em-escolas-da-regiao.shtml#_=_